MANNI CELEBRA NOVO TRABALHO, CONECTADO AO SEU ÁLBUM LANÇADO NO ANO PASSADO. CONFIRA ENTREVISTA EXCLUSIVA!

2 de março de 2017 Escrito por Redação
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Manni é um talentoso produtor brasileiro que está envolvido diretamente com a música desde o século passado – ele começou em 1985, para ser mais exato. Ao lado de Mau Mau, Marcel SK e Franco Jr, desenvolveu o M4J, um dos mais promissores projetos de música eletrônica brasileiro da época, que chegou a ter suas produções tocadas por nomes como Carl Cox, Laurent Garnier e Derrick May.

Após uma jornada de aprendizado e evolução, Manni passou por algumas das mais importantes cidades do mundo, sempre tendo sua música como companheira. Paris, Londres, Roma, Miami e Barcelona receberam o artista, que ano passado lançou Wave Machine, seu álbum pela Society 3.0.

Esse ano, duas das faixas presentes  por lá ganharam releituras, lançadas na última segunda-feira, com remixes de Modeplex e Inspector Macbet, também pela Society 3.0. Nós aproveitamos o release para trocar uma ideia com Manni, nome que mais uma vez aparenta estar em uma fase de grande inspiração criativa. Confira abaixo:

1 – Manni, você é um dos pioneiros da música eletrônica no Brasil, certo? Olhando para o século passado, o que você sente mais falta em relação a forma como a cena é hoje?

Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de estar dando essa entrevista para a Groove Mag. Sabe, você colocou a coisa de uma maneira tão distante … pra mim, parece que foi ontem que tudo começou. Acho que na verdade as coisas continuam as mesmas como sempre, mudou bastante o cenário artístico aumentando o número de artistas, muitas baladas abriram e fecharam e outras se mantiveram, mas as cena está sempre acontecendo e se reciclando. Tem muita gente do século passado que está ainda quebrando tudo, há mais de 20 anos. Com certeza a música eletrônica no Brasil hoje é uma realidade forte e incontestável!

2 – No passado, grandes nomes da música eletrônica mundial deram suporte a suas produções. Há algum que você considera o ponto de virada na sua carreira?

Bem naquela época que eu fazia parte do M4J foi o Carl Cox quem teve o Ep na mão antes de todos, depois o Laurent Garnier e em seguida o Derrick May. Eu considero que foi o Carl Cox quem deu o pontapé inicial e tornou nosso trabalho conhecido. Foi ele que inseriu nosso nome na cena.

3 – A cultura musical brasileira tem influenciado seu trabalho de alguma forma? Pra você, é importante ser reconhecido como um artista brasileiro lá fora?

O Dj e produtor brasileiro de música eletrônica de club, na maioria não tem essa pegada de musica popular brasileira, porque não faz muito parte da cultura musical da maioria, não foram criados ouvindo MPB, o que foi o meu caso. Então eu posso dizer que logicamente tenho muito dessa cultura no meu DNA musical, tanto é que todo o banco de sons do M4J foi pesquisado e criado por mim de discos que fazem parte do meu acervo pessoal e com certeza é importantíssimo você ser reconhecido como brasileiro por onde você passar pelo mundo, levando seu trabalho e energia positiva!!

4 – Por que “Pure Juice” foi a faixa escolhida para esse EP de remixes?

Antes do álbum ser lançado em 02/12/2016 um primeiro EP já tinha saído com as faixas: CAME ON e CARACA e fui eu quem escolhi, o segundo EP foi Lable quem escolheu e aliás nos dois releases os remixes foram indicados por eles.

5 – Aonde fica seu estúdio atualmente? Você tem planos para colaborações e lançamentos inéditos em 2017?

Eu componho muito em minhas viagens em meu lap top, mas meu estúdio é em São Paulo, na Zona Oeste da capital. Temos planos para mais um álbum esse ano de 2017, que por sinal está praticamente concluído faltando finalizar e, de acordo com a necessidade, procurar parceiros e colaboradores.

6 – Uma última pergunta. Aonde você se imagina daqui a 10 anos?

Essa pergunta é a mais cabeluda delas!! [risos]. O planeta está passando por tantas convulsões e mudanças radicais que não dá pra nem imaginar muita coisa não! Mas, se eu pudesse escolher meu futuro, gostaria de em primeiro lugar poder continuar a viver bem ou melhor que vivo hoje, que esteja gozando de toda saúde possível e imaginável e que possa ainda estar fazendo música com todo prazer.

 

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