MELHOR FESTIVAL DO ANO, DGTL TRAZ EXPERIÊNCIA DIFERENTE EM SUA PRIMEIRA EDIÇÃO NO BRASIL

13 de maio de 2017 Escrito por Redação
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No último final de semana aconteceu em Barueri, São Paulo, a primeira edição do festival holandês DGTL, em uma grande fábrica no bairro Jardim Santa Cecilia. O evento teve ingressos esgotados e reuniu mais de 9 mil pessoas de vários cantos do país.

 

Para quem não conhece, o DGTL é um festival realizado anualmente em Amsterdam, o evento reúne artistas do Techno e House, unindo medalhões da cena underground com novos talentos. O festival sempre inova com tecnologias e sempre se preocupa com o meio ambiente. Além de Amsterdam, o festival também é realizado em Barcelona e agora no Brasil.

 

No Brasil, o DGTL foi organizado pela Plusnetwork, o festival começou nos surpreendendo pelo valor do ingresso, um evento que reúne grandes nomes como Carl Craig, Derick May, Mind Against,  ter lote promocional pelo valor de R$ 60,00 nos fez pensar como um evento desse porte está vendendo ingressos tão barato. Sorte para o público que pode curtir  um festival incrível, bem organizado e na atual crise brasileira, gastando pouco.

Para nós o evento foi uma experiência diferente, aqui no Brasil os festivais geralmente são realizados em locais abertos, já o DGTL foi realizado dentro de uma fábrica da década de 50, cenário perfeito para a proposta que o festival queria passar para seu público.

Estrutura

Pelo lado de fora dava para ver a organização do festival que estava sendo realizado, quando chegamos podemos ver que o trânsito em volta do local estava em ordem, a entrada para o festival também estava funcionando muito bem, tanto na principal quanto a do credenciamento, sem filas e fluindo perfeitamente.

A imprensa, assim como os artistas e equipe tinham, suas próprias salas, que ficavam uma de frente para outra, nós fomos muito bem recebidos pela assessoria de imprensa, que já na entrada da sala nos explicou como tudo estava funcionado e se colocou a nossa disposição para o que o fosse necessário.

A decoração da entrada era toda em containers com uma grande placa que recepcionava à todos com o nome do festival.

Como falamos o festival foi realizado dentro de uma antiga fábrica, feita inteiramente de cimento com grandes estruturas de ferro, o local abrigou diversas empresas de diversos ramos, e hoje se chama Fábrica DGTL, o espaço era grande e contou com três palcos: Modular, Generator e Frequency.

Quando entramos no festival o primeiro palco que vimos foi o Modular. Neste palco tocaram os artistas Carol Mattos, Eli Iwasa, Patrice Bäumel, Apparat, Mind Against, Recondite, Âme e Davis. O Design do palco era formado por lâmpadas de LED fixado em andaimes. Outro diferencial da Modular,  era que além das caixas de som do palco, haviam caixas no fundo da pista  fazendo com que todos os pontos do local pudesse ouvir o som nítido e alto.

Logo depois fomos ver o palco Generator, neste palco tocaram os artistas: Tati Pimont, Mauricio Lopes, Zopelar, Carl Craig, Derrick May, Vril e Speedy J. Atrás do DJ tinha um grande painel de LED, já na parte de trás da pista tinha outro “palco”, mas nesse quem comandavam eram os VJs, que fizeram um lindo trabalho com o painel de LED e com as luzes que foram instalados no teto de toda pista, combinando perfeitamente com as músicas que eram mixadas pelos DJs.

Único palco aberto, localizado na área externa do festival, o Frequency contou com os artistas Gui Scott, Teto Petro, Ney Faustini, Tama Sumo b2b Lakuti, Márcio Vermelho e Ryan Elliot. Em meio a árvores e decorado com muitos paletes, o Frequency era o palco mais bonito do festival. A pista contou com algumas áreas elevadas, como em cima do DJ, ali era possível ver a pista e também ver tudo o que o DJ fazia nos equipamentos.

Performances Artísticas e Instalações

O DGTL não contou apenas com música, o festival também apresentou diversas performances artísticas e instalações, como o painel de LED que era possível ver também quando entrava no festival. A instalação do artista Muti Randolph brincava com efeitos de sobreposição que mudava conforme as pessoas caminhavam, uma experiência única e diferente.

 

Outra instalação muito bonita era o corredor que ligava os palcos Generator e Modular, o projeto dos artistas Junior Costa Carvalho e Rodrigo Machado contava com barras de LED, formando linhas e pontos luminosos que mudavam de cor durante o evento. Os dois também foram os responsáveis pelas projeções no palco Modular.

Já na parte de fora, perto do palco Frequency, era possível ver um paredão e nela a dupla Priscilla Cesarino e Danilo Barros, criaram uma projeção em cima de três grandes telas, ao invés de softwares as projeções eram criadas por máquinas analógicas, tudo isso era feito ao vivo.

Banheiros/Bares

Havia uma quantidade grande de bares pelo festival, cada fila tinha duas pessoas atendendo, uma fazendo o pedido e outra servindo, no começo do evento as filas eram mais controladas, mas depois da metade do festival ouve bastante confusão e demora para fazer os pedidos.

O sistema de compra era através do “cashless” você podia comprar seu cartão por R$ 5,00 ao final do evento se você devolvesse o cartão recebia os R$ 5,00 novamente, já os créditos que sobraram não era possível recuperar, nós preferimos ficar com o cartão para guardar de lembrança. Para comprar seus créditos também era bem fácil, o número de caixas móveis disponíveis fez com que esse processo fosse rápido, todo o lado ou lugar que você estava havia um caixa ambulante, rápido,fácil e sem filas.

O banheiro masculino era químico, mas para o conforto das mulheres, o banheiro feminino era em contêiner, bem espaçoso e com pias e espelhos. Um diferencial do festival, é que todo o fosfato encontrado no xixi dos banheiros é reciclado.

Preços

Como um dos festivais mais sustentáveis ​​do mundo, o DGTL tem uma grande responsabilidade socioambiental. Por isso os copos e garrafas não eram descartáveis, para consumir você tinha que comprar um copo ou uma garrafa resistente do festival que custava R$ 4. Assim como o cartão, se fosse devolvido no final você tinha o valor ressarcido.

O preço das bebidas eram normais para um festival, a primeira água custava R$ 10 já as outras devolvendo o pet da água, o preço diminuía R$ 4 saindo por R$ 6. Já uma dose de vodka com uma energético saia por R$ 32.

Artistas/Música

Com música eletrônica de vanguarda, do techno ao electro, passando pelo house, o festival contou com 14 horas de música, os palcos Modular e Generator eram mais voltado para o Techno já o Frequency era levado pelos timbres do house que combinou perfeitamente com o palco e o amanhecer.

No palco Modular acompanhamos a brasileira Eli Iwasa – já vimos a DJ em várias ocasiões e é incrível o seu repertório e como se adapta a cada pista, mais uma vez ficamos extasiados com sua apresentação. O DJ Apparat já passou por grandes festas no Brasil, e nos surpreendeu com a intensidade de seu set logo no começo do festival, ele misturou linhas do house ao techno em todo set, que deixava o público  sem perceber nenhuma mudança em toda apresentação.

Logo após, acompanhamos o duo Mind Against, uma das duplas mais importantes  da música eletrônica atual, entrou com uma linha de base mais densa que já é assinatura do duo, envolvendo a pista dentro da atmosfera do techno minimalista de uma forma que só eles fazem.

Após o duo intenso Mind Against, entrou Recondite com seu som forte e envolvente e suas características próprias que faziam o público vibrar com o live do início a fim. Para fechar o palco Modular, tivemos o tão esperado projeto Amê, que veio representado somente por Kristian Beyer, com repertório diferenciado e característico do projeto. No final o brasileiro Davis transformou a manhã do palco em uma experiência concreta.

No palco Generator,  Zopelar mostrou um live diferente e novo, mas que não deixava de mostrar sua técnica em variados instrumentos.   O set mais esperado por nós foi do Carl Craig, que é um show de hipnose, e mesmo tocando algumas músicas conhecidas, não deixou de encantar a pista que ficou fiel do começo ao fim da apresentação. Logo após o show de Craig, foi a vez de seu parceiro de Detroit, Derrick May, que mostrou com seus sons experimentais porque é um dos fundadores do estilo techno. A pista encerrou com Vril em uma apresentação em live muito intensa e Speedy J que não deixou a alma do Generator, que foi preparada por lendas do Techno durante toda noite, morrer.

O Frequency, foi marcado pelo live do Teto  Preto que chegou mostrando uma apresentação marcante e que deixaria todo o festival empolgado para o que viria adiante  na noite.

Neste palco acompanhamos também o set de Márcio Vermelho que com tranquilidade e maestria, conduzia a pista com faixas trabalhadas com variados elementos, que fazia com que todos ao redor dançassem na mesma frequência.

É difícil dizer qual artista e qual palco foi o melhor, todos os artistas foram excelentes e criaram momentos incríveis para o público, essa é a primeira vez que saíamos de um festival satisfeitos com a noite do início ao fim.

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Ansiosos pela próxima edição

Um festival tão perfeito como este deixa uma saudade grande, já alguns momentos após sair do festival a vontade era voltar para a entrada e começar essa experiência tudo de novo. Estamos ansiosos pela próxima edição, parabéns a toda organização que conseguiu reproduzir a essência do que é o festival DGTL aqui no Brasil.

Fotos: Divulgação DGTL

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Confira  a DJ ANNA falando sobre o Wagundg Day Festival aqui

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